Direto de Brasília

CENÁRIO EM BRASÍLIA É DE MUITA FUMAÇA E FOGO. E NÃO POR CAUSA DA SECA. TEMER É ALVO DE MAIS DOIS INQUÉRITOS.

Meus caros leitores, numa curta passagem pela planície, pude sentir que o povo está no seu mais alto ponto de descrédito, desconfiança e desânimo. Todo mundo é ladrão. Parece que a coisa mais desejada neste momento é a prisão de Lula e, de quebra, a rejeição à Temer. Nenhum faz qualquer esforço para que este desânimo desapareça. Todo dia e a cada dia se sabe mais dos crimes cometidos pelo ex-presidente Lula. Além do que denunciou o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, agora o inquérito na Operação Zelotes complementando o que desnudou Antonio Palocci, homem da maior confiança dos dois ex-presidentes Lula e Dilma, de quem foi braço-forte , não dá para esperar outra coisa. O que exaspera é exatamente a falta desta decisão. A Quarta Turma de Porto Alegre bem que poderia auscultar esta ansiedade e dar logo uma decisão sobre o primeiro inquérito envolvendo Lula. Pela condenação ou inocência. Mas uma decisão. O mesmo se deseja sobre o Presidente Michel Temer. Todo dia está brotando acusações que, mesmo vindo à público antes de chegar ao acusado, o que contraria o rito judicial, são questões graves, muito sérias e das quais não consegue se livrar o Presidente. É evidente que a turma que escolheu não recomenda. A acusação da Polícia Federal é de que os principais atores do PMDB faziam parte de uma “organização criminosa dentro do partido”. É certo que as denúncias tem por base o relatório das delações da Odebrecht, da J&F do doleiro Lúcio Funaro e mensagens apreendidas no celular do ex-deputado Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão na Lava Jato. Tem também a mais recente, a feita pelo Ministro do STF, Luiz Roberto Barroso. O Ministro decidiu pela abertura de inquérito contra o presidente para apurar fatos relacionados ao Decreto dos Portos, editado em maio deste ano. A apuração se dará sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. A Empresa Rodrimar, envolvida nas denúncias, nega que alguma vez, em 74 anos, tenha recebido benefícios ou privilégios indevidos e que o referido decreto era uma reivindicação de todo o setor portuário. A defesa do presidente afirma que as delações tem vícios, contaminadas por inverdades. Acusadores como Janot, Joesley, Funaro, e tantos mais, não são idôneos e são até suspeitos. Os acusados tem prontuário e não currículo. De maneiras que, não dá para condenar o carteiro por causa da missiva. E muito menos achar que por tudo isso, o destinatário seja também algum santo ou injustiçado. E nesta briga, onde não há inocentes não haverá vencedor. E nós aqui,continuaremos na arquibancada, torcendo, mas sem influenciar no resultado. Lamentável. Direto de Brasília, José Woitechumas.   

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